Arquivado em: Textos | Tags: 2014, brasil, copa do mundo, FIFA, futebol, investimentos, Joseph Blatter
Na última terça-feira, dia 30/10/2007, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, anunciou oficialmente o que todos já sabíamos: o Brasil será o país sede da Copa do Mundo de 2014. Excelente notícia para todos nós, brasileiros e amantes do futebol, que começamos nesta tarde uma contagem regressiva de aproximadamente 2435 dias para o início do evento.
A organização de uma Copa do Mundo é uma oportunidade ímpar que surge no caminho de um país como o Brasil, em desenvolvimento e à procura de uma posição de destaque no cenário econômico mundial. Um evento de porte gigantesco como este atrai investimentos internos e externos, e, com uma fiscalização eficiente nas verbas públicas a fim de evitarmos os recorrentes Ali-Babás, o sucesso deste evento está praticamente garantido.
Hoje li um artigo escrito por Amir Somoggi, consultor e professor de Marketing e Gestão no Esporte, publicado no Correio Braziliense, com o qual concordo plenamente. O Brasil deve buscar muito mais do que apenas o sucesso de 30 dias no evento. Não basta reformarmos e construirmos estádios maravilhosos para a Copa do Mundo se for para os mesmos virarem elefantes brancos após o torneio. Não basta lotarmos os estádios na Copa para termos uma média de público cretina como estamos habituados a ter no Campeonato Brasileiro. Não basta termos faixas exclusivas e metrônibus temporários circulando durante o evento no lugar de uma ampliação da rede de transportes, principalmente do metrô subterrâneo. Não basta colocarmos o exército na rua para, terminada a Copa, o caos urbano e a insegurança voltarem a reinar.
A Copa do Mundo 2014 é uma grande oportunidade que temos de mudar o futebol brasileiro. De mexer com o comportamento e os hábitos de consumo do torcedor brasileiro, tratá-lo com mais respeito, oferecendo conforto, segurança e mais oportunidades de lazer nos jogos. Está na hora de mudarmos o conceito. Quem vai ao estádio não é apenas torcedor, é cliente. Sem este cliente não existe futebol. É ele que compra o ingresso, que compra o pay-per-view, que compra a camisa oficial do clube. E há alguns bons anos o torcedor está afastado dos estádios, que abrigam os momentos mais emocionantes da relação entre ele e o clube. Então é essencial que grandes clubes como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco da Gama e todos os outros se dêem conta que o legado da Copa ficará para eles, e, junto à CBF e através do Clube dos 13, comecem a se adequar para esta que pode ser uma nova era do futebol brasileiro.
O Brasil tem 7 anos para organizar o Mundial. São 2 anos a mais do que o Rio de Janeiro teve para organizar o Pan. 7 anos. É muita coisa. É necessário, porém, que se comece a trabalhar desde já. É preciso que as pessoas no poder se mobilizem, independente de continuarem ou não no poder em 2014. O Mundial 2014 precisa ser uma das prioridades, com investimentos condizentes com o evento e com a criação de condições excelentes para a iniciativa privada, sem a qual a Copa não será possível de se realizar.
4 Comentários até o momento
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Caro blogueiro,
Concordo em gênero número e grau/Em boa parte, esse conceito de tratar o torcedor como cliente vem sendo tratado como cliente, cada vez mais.
Abraço,
Comentário por Paulo Figueiredo Sexta-Feira, 02/11/2007 @ 12:54 amPaulo
A análise do André sobre o tema está ótima, pois não perde o foco na análise dos pontos que realmente fazer a diferença no futebol mundial moderno: Planejamento, Competência e transparência.
Comentário por Marcus Duarte Terça-feira, 06/11/2007 @ 11:08 amOs clubes devem seguir este exemplo se quiserem fazer do futebol Brasileiro um exportador não só de craques, mas também um grande exportador do PRODUTO FINAL, cuja qualidade técnica pode superar e muito a qualidade dos espetáculos que vemos na Europa.
Parabéns André.
e esta tudo otimo
Comentário por suelane Quarta-feira, 28/11/2007 @ 10:37 ama copa de 2014 sera myuito boa.para auguns sera um gasto ridicolo com as reformas nos estagios de futbol. tem gente que pensa que os gasto que teria com as reformas poderia ser gasto comn a sauda publicae com casas populares etc, mas tambem te gente que pensa que a copa pode traser muitos empregos e muitos beneficio diante a tecnologia brasileira.bom para mim sera um gasto beligno por causa que tera mas oprtunidade para o futbol jovem e vai mudar o cotidiano de muitos,bom essa e a minha opiniao
Comentário por joao vior paz silva Segunda-feira, 26/10/2009 @ 9:46 am