Jogada Ensaiada


Novidades em breve!
quinta-feira, 24/04/2008, 10:58 am
Filed under: Textos

Depois de meses de inatividade (devido a motivos pessoais e profissionais), o Jogada Ensaiada vai voltar!

E já volta com uma grande novidade: teremos mais um escritor, ou melhor, escritora participando do blog!

Aguardem que o JE promete voltar com força total!

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nem sempre cabe mais um
quarta-feira, 28/11/2007, 12:06 pm
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Homenagem ao excelente repórter Tino Marcos:

Realmente, Tino, não cabia mais ninguém. Só não precisava levar o menininho junto.



jogo de interesses (mais polêmica sobre o penta)
sexta-feira, 16/11/2007, 2:31 pm
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Telão rubro-negro
Telão no Maracanã aponta o Flamengo como primeiro pentacampeão brasileiro.
Foto enviada pela leitora Fernanda Costa.

Clube dos 13 pede divisão do título de 1987

Entidade quer Fla e Sport campeões. São Paulo critica. CBF não se posiciona

O Clube dos 13 entrou oficialmente na polêmica do penta. Em reunião realizada nesta terça-feira, a entidade decidiu que vai pedir para a CBF dividir o título de 1987 entre Flamengo e Sport, o que daria ao clube carioca o status oficial de primeiro pentacampeão brasileiro.

Nos últimos dias, a polêmica sobre o assunto cresceu por conta do título conquistado pelo São Paulo e da idéia da CBF de entregar ao clube paulista a taça das bolinhas, que seria dada ao primeiro clube que conquistasse o Brasileirão cinco vezes. O Clube dos 13 quer que a CBF reconheça Flamengo (campeão do módulo verde de 1987) e Sport (campeão do módulo amarelo) como campeões.

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Por essa, realmente, eu não esperava: o Clube dos 13 se manifestando a favor do reconhecimento do Flamengo como campeão brasileiro de 87, juntamente com o Sport. Flamengo este que nos últimos meses vem, através do seu presidente Márcio Braga, tecendo severas críticas ao Clube dos 13 juntamente com o São Paulo, que por sua vez se manifestou contra o reconhecimento do título do rubro-negro carioca. O Sport criticou o clube da Gávea, espalhando outdoors parabenizando o SPFC como primeiro pentacampeão brasileiro, e agora pede o reconhecimento do título carioca juntamente ao seu.

Esta solução proposta pelo C13 é a que agrada a todos: Flamengo, que finalmente teria reconhecido seu pentacampeonato; Sport, que não correria o risco de ter seu único título importante questionado; e o próprio C13, que além de trazer o Flamengo para seu lado (importante aliado por sua força política), teria reconhecido como oficial o título da Copa União, organizada por ele.

O único “prejudicado” com este possível reconhecimento seria o São Paulo. Digo “prejudicado”, entre aspas, porque o tricolor paulista não irá perder absolutamente nada se o título rubro-negro for reconhecido pela CBF. Continuará sendo pentacampeão brasileiro, tricampeão da libertadores e tri mundial; continuará sendo o maior clube brasileiro da atualidade, com a melhor estrutura e já favorito por antecipação para ganhar tudo que é título ano que vem. O time do Morumbi só correria o risco de não ficar com a tão falada taça das bolinhas, que não significa absolutamente nada de relevante.

E o São Paulo sabe disso. Não é por discordar do título do Flamengo que eles não apoiaram o pedido do C13 à CBF. Pra eles, tanto faz o rubro-negro carioca ser eleito campeão de 20 anos atrás ou não, eles possuem outras coisas para se preocupar. O São Paulo deixou de assinar o pedido por questões meramente políticas, por discordar do modelo de gestão do C13 e vir batendo de frente com a entidade há algum tempo, como diz o superintendente de futebol do tricolor:

– Essa questão de dar o título de 1987 para o Flamengo é só uma tentativa de aproximar o Flamengo deles e de criar uma tensão entre São Paulo e Flamengo. Para nós, pentacampeões, não muda nada. O São Paulo é um clube independente. Na nossa visão, o Clube dos 13 é um modelo ultrapassado e por isso não participamos – diz Marco Aurélio Cunha.

A CBF ainda não se posicionou sobre o assunto. Se antes eu duvidava, hoje já não coloco a mão no fogo e acho até possível que a entidade reconheça o rubro-negro carioca como campeão juntamente com o Sport. Colocaria fim a esta discussão que já dura 20 anos e deixaria os clubes satisfeitos, o que é interessante para a CBF. Por outro lado, ter 2 campeões no mesmo ano pega mal à beça, além de tirar a moral da entidade que peitou o C13 na época e declarou o clube de Recife como o único campeão.

O Governo do RJ, através de sua Secretria de Esportes, já preparou uma homenagem ao Fla, com direito a taça produzida especialmente para o clube pelo mesmo artista que elabora os troféus da CBF, com a inscrição “Primeiro Penta do Brasil”. Vale lembrar que a Secretaria de Esportes e o Governo do RJ se aproximaram bastante da Confederação nos últimos tempos, por conta da candidatura brasileira à Copa de 2014.

Aguardemos os próximos capítulos da novela. Tudo pode acontecer.

E há quem acredite que não existe politicagem no futebol.



a polêmica do penta
quinta-feira, 08/11/2007, 5:51 pm
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Nos últimos dias não se fala de outra coisa na mídia esportiva: quem foi o primeiro pentacampeão brasileiro? De um lado, o Flamengo defende seus cinco títulos, conquistados em 80, 82, 83, 87 e 92. Do outro, São Paulo, Sport e CBF proclamam o tricolor paulista como o primeiro penta da história. Afinal de contas, quem está certo e quem está errado?

Para esclarecermos a questão, voltemos no tempo ao ano de 1987. Com a organização de uma burrocrática CBF, tivemos a realização em 86 de um campeonato inchado e complexo, que contou com nada menos que 80 clubes e só terminou no ano seguinte. Os resultados foram catastróficos e a média de público um fracasso. A fórmula complicada e o excesso de times participantes espantaram investidores, que não tinham bala na agulha para investir em um campeonato tão pesado. O país correu o risco de não ter um campeonato brasileiro em 87.

Então os grandes clubes brasileiros, num gesto inédito na história do futebol do país, romperam com a CBF e se uniram para lutar por seus interesses comerciais e realizar seu próprio campeonato. Nascia o Clube dos 13, reunindo Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional e Bahia. Os treze clubes convidaram ainda Coritiba, Goiás e Santa Cruz e organizaram a Copa União, com uma fórmula simplificada entre os 16 clubes participantes e com um plano de marketing elaborado previamente, abrindo novas fontes de receitas inexistentes até então.

O campeonato foi um sucesso, demonstrando uma força que os clubes até então não sabiam que possuíam. Média de público nos estádios infinitamente mais alta que a do ano anterior e rentáveis patrocínios (Coca-Cola, Varig, entre outros) levaram o campeonato a um status que ninguém imaginava que poderia chegar, nem mesmo a CBF. E quem é que quer ficar de fora de uma festa que está sendo um sucesso? A CBF que não ia querer. Então no meio do campeonato a entidade, que não havia se oposto em momento algum à organização da Copa União por parte dos clubes (nem poderia), resolveu entrar na festa. Os clubes não se opuseram por se tratar do órgão máximo do futebol, o que traria prestígio ao torneio e ainda apaziguaria a situação política.

A Confederação fez algumas “pequenas alterações” no regulamento. Coisa pouca. Como, por exemplo, cruzar os finalistas da primeira divisão com os finalistas da segunda divisão. Me expliquem a lógica disso, por favor. E a tabela da segundona nem estava definida ainda. Eu não consigo imaginar um regulamento mais esdrúxulo, nem os clubes conseguiram. Então, resolveram prosseguir com a Copa União e ignorar a alteração promovida pela CBF. Para o Clube dos 13, organizador da Copa União, o campeão brasileiro da primeira divisão seria o vencedor da final do módulo disputado entre clubes de primeira divisão. Nada mais lógico e justo.

Então o campeonato prosseguiu, Flamengo e Internacional fizeram uma final memorável, disputadíssima. Empate em 1×1 em Porto Alegre, seguida de vitória suada do rubro-negro no Maracanã por 1×0. Título merecido do time da Gávea, que teve um adversário à altura na final. Dois times excelentes, com jogadores de seleção brasileira, e não faria o menor sentido cruzar com times da 2ª divisão. Sport e Guarani fizeram uma final tão fraca que a decisão por pênaltis ficou empatada em 11×11 e não terminou. Agora me digam: alguém imagina o São Paulo tendo que enfrentar o Coritiba ou a Portuguesa para ser campeão de 2007?

A CBF não reconheceu o Flamengo como campeão, não iria dar o braço a torcer e admitir que mais uma vez fracassou tentando organizar um campeonato, e que os clubes ao se rebelarem conseguiram ter o êxito que tiveram. O rubro-negro carioca tentou ser reconhecido como o campeão de 87 na justiça sem sucesso, afinal, a CBF é o órgão máximo do futebol no país. O tempo passou e aí está o principal erro do Fla: ter deixado o tempo passar. Veio o 5º título em 92 e o clube comemorou o pentacampeonato na raça, na voz da torcida e do senso comum. Mais uma vez, o tempo passou. Os tempos mudaram, o futebol mudou, e o Flamengo não ganhou mais um Brasileiro sequer pelos 15 anos subseqüentes, fruto de administrações incompetentes que se acomodaram e se contentaram em gritar aos quatro ventos os títulos de “maior clube do país”, “maior torcida no Brasil” e “único pentacampeão brasileiro”.

E o tempo passou. O São Paulo, clube com estrutura invejável, venceu 3 Libertadores, 3 Mundiais e agora, em 2007, chega a um pentacampeonato muito justo. O Flamengo não é mais o único pentacampeão brasileiro, e seus dirigentes resolveram reclamar AGORA o título vencido há nada mais, nada menos que VINTE anos atrás. Não é a hora nem o momento adequado. O momento é do time do Morumbi.

O Sport, que nunca mais ganhou nada, defende com unhas e dentes o título da segunda divisão que a justiça tornou de primeira.
E o tricolor, que não tem nada com isso, comemora seu pentacampeonato feliz da vida.

Minha única ressalva: antes de escreverem na camisa a infantil provocação “penta único”, deveriam prestar atenção na própria história.

Com a palavra, Carlos Miguel Aidar, na época presidente do São Paulo e também do Clube dos 13:

PS: As taças que você viu aqui, fotografadas pela reportagem do Globoesporte.com, estão na sede do rubro-negro carioca, na Gávea.



jogada de craque
terça-feira, 06/11/2007, 3:09 pm
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Você está andando calmamente em uma rua no Japão, olha despretensiosamente para cima e se depara com isso:

Pra você entender melhor: trata-se de um outdoor gigante, com o desenho de um campo de futebol. Nele ficam 2 homens pendurados por cordas, que possuem uma bola pendurada por uma corda também, e passam o dia lá em cima jogando.

É por essas e outras que eu amo marketing esportivo.



o segredo do são paulo
terça-feira, 06/11/2007, 2:05 am
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Reta final do Campeonato Brasileiro e o São Paulo, com 4 rodadas de antecedência, conquista o pentacampeonato com uma vantagem de 15 pontos para o segundo colocado Santos. É a segunda conquista consecutiva do clube paulistano, sendo a melhor campanha entre seus 5 títulos e a melhor entre todos os clubes na história da fórmula por pontos corridos.

O time do Morumbi é sem dúvida o maior clube do Brasil na atualidade, com 5 Brasileiros, 3 Libertadores e 3 Mundiais. Currículo muito mais do que respeitável, o melhor entre os clubes brasileiros. Mas qual o segredo do São Paulo? A resposta é: não existe segredo. Com uma administração séria, clara e transparente, o São Paulo não fez nenhum milagre para chegar aonde chegou hoje, e para quem duvidar o clube disponibiliza em seu site oficial seu último balanço patrimonial. Sem contratações mirabolantes, sem malabarismos financeiros para manter suas equipes, o tricolor paulista baseia seu sucesso em duas simples palavras: planejamento e competência. Tanto no futebol como no mundo dos negócios, é exemplo para todos os clubes do país em matéria de organização. Sabe o potencial que tem, e, mais importante, sabe muito bem como explorá-lo.

Não é à toa que o clube acaba de renovar com a Reebok fechando o melhor contrato com fornecedores esportivos dos quais já se teve notícia no Brasil (R$15 milhões anuais, o DOBRO do contrato anterior). O valor é mais alto do que todos os patrocínios master* de clubes brasileiros, e igual ao patrocínio do próprio São Paulo com a LG. Logo deve ser anunciada a renovação com a LG e não me surpreenderia mais uma quebra de recorde em matéria de valores. As empresas querem se associar ao São Paulo não apenas pela imagem vitoriosa e bem vista do time. Além disso, o que atrai os patrocinadores são as oportunidades que o clube oferece, e a certeza do cumprimento com seriedade. No Morumbi, estádio próprio do clube, existe uma megastore da Reebok que vem dando resultados fantásticos à empresa. Coca-Cola e Saraiva devem em breve estar presentes no estádio, a primeira com um bar temático e a segunda com uma loja própria. Isso não acontece por acaso. O São Paulo possui uma imagem impecável, imagem de bom moço. Alguém sabe me dizer alguma picuinha ou escândalo político em que o clube tenha se envolvido nos últimos anos? Algum jogador do São Paulo apareceu envolvido em escândalos na mídia?

Além dos patrocínios, o São Paulo vem conseguindo ampliar suas receitas com outras fontes diversas, como o aluguel do Morumbi , camarotes, além da inevitável venda de jogadores. E é aí que está talvez a principal sacada do clube. O tricolor é o clube que melhor contrata no Brasil. E engana-se quem pensa que o clube gasta rios de dinheiro nas contratações. Os dirigentes seguem com excelência uma matemática simples, porém difícil de se encontrar nos clubes brasileiros: comprar barato e vender caro. Os dois últimos títulos foram alcançados sem nenhum grande jogador de destaque (à exceção de Rogério Ceni, que merece um post à parte, podem cobrar), mas com contratações realistas e honestas e com garotos vindos da base que demonstraram grande qualidade, como o zagueiro Breno; no tricolor, a força se fez através do conjunto. Méritos para o ótimo Muricy Ramalho, que realizou um trabalho excepcional à frente do time e soube aproveitar cada peça, e para a diretoria que soube mantê-lo mesmo quando a mídia pedia sua cabeça após as eliminações no Paulistão e na Libertadores.

*Patrocinio master é a nomenclatura utilizada por muitos clubes para o principal patrocíno do clube, que engloba normalmente a marca da empresa estampada na frente e nas costas da camisa de jogo do time, entre outras propriedades. É, normalmente, a cota mais cara de patrocínio.



copa brasil 2014: o que já é bom pode ser muito melhor
quinta-feira, 01/11/2007, 6:05 pm
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Na última terça-feira, dia 30/10/2007, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, anunciou oficialmente o que todos já sabíamos: o Brasil será o país sede da Copa do Mundo de 2014. Excelente notícia para todos nós, brasileiros e amantes do futebol, que começamos nesta tarde uma contagem regressiva de aproximadamente 2435 dias para o início do evento.

A organização de uma Copa do Mundo é uma oportunidade ímpar que surge no caminho de um país como o Brasil, em desenvolvimento e à procura de uma posição de destaque no cenário econômico mundial. Um evento de porte gigantesco como este atrai investimentos internos e externos, e, com uma fiscalização eficiente nas verbas públicas a fim de evitarmos os recorrentes Ali-Babás, o sucesso deste evento está praticamente garantido.

Hoje li um artigo escrito por Amir Somoggi, consultor e professor de Marketing e Gestão no Esporte, publicado no Correio Braziliense, com o qual concordo plenamente. O Brasil deve buscar muito mais do que apenas o sucesso de 30 dias no evento. Não basta reformarmos e construirmos estádios maravilhosos para a Copa do Mundo se for para os mesmos virarem elefantes brancos após o torneio. Não basta lotarmos os estádios na Copa para termos uma média de público cretina como estamos habituados a ter no Campeonato Brasileiro. Não basta termos faixas exclusivas e metrônibus temporários circulando durante o evento no lugar de uma ampliação da rede de transportes, principalmente do metrô subterrâneo. Não basta colocarmos o exército na rua para, terminada a Copa, o caos urbano e a insegurança voltarem a reinar.

A Copa do Mundo 2014 é uma grande oportunidade que temos de mudar o futebol brasileiro. De mexer com o comportamento e os hábitos de consumo do torcedor brasileiro, tratá-lo com mais respeito, oferecendo conforto, segurança e mais oportunidades de lazer nos jogos. Está na hora de mudarmos o conceito. Quem vai ao estádio não é apenas torcedor, é cliente. Sem este cliente não existe futebol. É ele que compra o ingresso, que compra o pay-per-view, que compra a camisa oficial do clube. E há alguns bons anos o torcedor está afastado dos estádios, que abrigam os momentos mais emocionantes da relação entre ele e o clube. Então é essencial que grandes clubes como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco da Gama e todos os outros se dêem conta que o legado da Copa ficará para eles, e, junto à CBF e através do Clube dos 13, comecem a se adequar para esta que pode ser uma nova era do futebol brasileiro.

O Brasil tem 7 anos para organizar o Mundial. São 2 anos a mais do que o Rio de Janeiro teve para organizar o Pan. 7 anos. É muita coisa. É necessário, porém, que se comece a trabalhar desde já. É preciso que as pessoas no poder se mobilizem, independente de continuarem ou não no poder em 2014. O Mundial 2014 precisa ser uma das prioridades, com investimentos condizentes com o evento e com a criação de condições excelentes para a iniciativa privada, sem a qual a Copa não será possível de se realizar.